sexta-feira, 4 de maio de 2007

WAGNER, O PRIVATIZADOR

A notícia ocupou a principal manchete do Correio da Bahia, no último sábado, 22: o governo Jaques Wagner (PT) planeja a privatização de três rodovias estaduais, através de parcerias com a iniciativa privada. Diz, ainda que, segundo a Secretaria de Infra-Estrutura, serão privatizadas a BA-093, entre Pojuca e a BR-324; a 415, que liga Itabuna a Ilhéus; e a 526, da Estrada do Coco a Camaçari. O secretário de Infra-Estrutura, Antônio Carlos Batista Neves, explicou ao jornal que “no mundo inteiro, as estradas estão sendo privatizadas”. Disse ainda, que “a população aceita o pedágio porque sabe que o estado não tem recursos” e reconheceu também que o governo passado deixou encaminhado o Programa de Restauração e Manutenção de Rodovias (Premar), que prevê investimentos de US$186 milhões na recuperação e manutenção da malha rodoviária baiana.O secretário considerou o melhor caminho cobrar pedágio e ter estradas de excelente qualidade, o que destoa do discurso do PT, que sempre criticou as privatizações, a exemplo da cobrança de pedágio na Linha Verde, e transformou o assunto num tema de debate durante a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Negociação

Vale lembrar que a negociação do Premar com o Banco Mundial (BIRD) foi iniciada pelo ex-governador Paulo Souto, mas deixando para a gestão Jaques Wagner finalizar o processo. A autorização do empréstimo será remetida ao Congresso Nacional e, embora a secretaria ainda não tenha definida a modelagem do contrato de PPP para a privatização das três rodovias baianas, o assunto estaria em estudo pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). A formatação da PPP tem um prazo médio de seis meses.Há informações de que o próprio governo federal, através do Ministério do Planejamento, já prepara as privatizações das BRs 324 e 116. Na BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, serão implantadas duas praças de pedágio, enquanto que na BR-116, interligando Feira até a divisa com Minas Gerais, serão instaladas outras cinco.

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