Uma provável greve do corpo clínico do hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) e a situação administrativa daquele estabelecimento hospitalar foram os assuntos discutidos durante uma reunião realizada na última segunda-feira (23), no próprio hospital, por iniciativa do promotor de Justiça Márcio Fael. O secretário da Saúde Jesuíno Oliveira participou do encontro, que também reuniu dirigentes e médicos do HBLEM.
Na oportunidade, ficou evidente que a greve dos profissionais de saúde, se vier acontecer realmente, será motivada não por atrasos no pagamento de salários - que estavam vencidos há apenas 13 dias -, mas pela falta de material de uso contínuo (antibióticos, diuréticos, analgésicos, soro, material de limpeza etc.) e ausência de manutenção dos equipamentos.
Houve consenso sobre algumas questões que agravam a crise do HBLEM, como demanda excessiva de pacientes, fechamento da emergência da Santa Casa de Misericórdia, valores aviltantes pagos pelo SUS e impossibilidade de o município resolver o problema da falta de material e deficiência dos equipamentos sem aportes de recursos da Secretaria Estadual do Saúde que, inclusive, prometeu a liberação de R$ 600 mil mensais a partir do próximo mês.
O secretário Jesuíno Oliveira lembrou que em 2005, quando teve início a atual gestão municipal, o HBLEM tinha uma dívida de R$ 2,5 milhões e o Pronto-Socorro estava sucateado. Hoje a situação ainda é crítica: o custo mensal do hospital ultrapassa R$ 1,3 milhões, enquanto a sua receita é só um pouco superior a R$ 500 mil. No final da reunião, o Ministério Público sugeriu aos médicos que não deflagrem a anunciada greve, ao menos pelos próximos 30 dias, período em que aguardarão um pronunciamento do secretário Jorge Solla, a respeito do assunto.
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